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O que são e para que servem as 32 subprefeituras de SP

 

São Paulo vista pelo Edifício Copan (Andressa Alves/32xSP)


A cidade de São Paulo é dividida entre 96 distritos, que estão distribuídos por 32 subprefeituras. Elas são descritas pela Prefeitura como “pequenos municípios” dentro da capital paulista.


Mas o que isso significa na prática?

As subprefeituras nasceram com o intuito de criar um canal mais próximo e direto entre a administração municipal e população local. Tornando, assim, mais democrática e descentralizada a gestão pública em São Paulo.

Dessa forma, cada território administrativo teria mais autonomia e poder de decisão, priorizando sempre as demandas locais de uma subprefeitura.

A principal função de uma subprefeitura é realizar ações de zeladoria urbana, como recapeamento de ruas e avenidas, limpeza de córregos, troca de uma lâmpada quebrada de um poste, entre outros serviços.

Quase todas nasceram ainda na gestão Marta Suplicy (PT), em 2002, por meio da lei 13.399.


A CAÇULA

A princípio, foram criadas 31 subprefeituras. Porém, em 2013, o distrito de Sapopemba, localizado na zona leste da cidade, ganhou uma regional própria.


            Subprefeitura de Sapopemba, na zona leste


A criação da subprefeitura fazia parte do programa de metas da Prefeitura na gestão Fernando Haddad (PT). O distrito dividia uma sede com a Vila Prudente.

O ex-prefeito afirmou que a motivação para a emancipação de Sapopemba se deu por causas técnicas e quantitativas. “A região reivindicava há muitos anos a criação de uma subprefeitura própria. Sapopemba tem mais de 300 mil habitantes”, explicou Haddad.

Atualmente, a subprefeitura de Sapopemba é administrada por Paulo Vitor Sapienza, desde maio deste ano, ocupando o cargo deixado por Benedito Pereira. Até então, Sapienza comandava a sede do Butantã, na zona oeste.


SUBPREFEITURAS DE UM DISTRITO SÓ

Sapopemba também entra na conta de regionais compostas apenas por um único distrito, junto com Jabaquara, na zona sul, e Cidade Tiradentes, na zona leste.

Enquanto a Sé é a subprefeitura com maior número: são oito distritos formados por Bela Vista, Bom Retiro, Cambuci, Consolação, Liberdade, República, Santa Cecília e Sé.

Quando o assunto é a quantidade de subprefeitura por região, a zona leste possui o maior número de sedes com 12 ao todo. Em seguida, vem a zona sul com nove; a região norte com sete; a oeste com três; e, por fim, o centro, que tem apenas a subprefeitura da Sé.


POPULAÇÃO POR SUBPREFEITURA

Apesar da grande quantidade de habitantes em Sapopemba, a subprefeitura não é a mais populosa. Composta por três distritos (Campo Limpo, Capão Redondo e Vila Andrade), Campo Limpo é a regional com maior índice populacional: são 600 mil habitantes distribuídos por uma área de 36 km².

Em seguida, estão as subprefeituras de Capela do Socorro, Itaquera e M’Boi Mirim, todas com mais de 500 mil habitantes.

Já Parelheiros é a regional com menor população. Quase 140 mil habitantes residem nos distritos de Marsilac e Parelheiros que compõem a subprefeitura.


OS SUBPREFEITOS

Para administrar cada uma das 32 subprefeituras de São Paulo, são indicados representantes locais chamados de subprefeitos. Cabe a esses profissionais garantir a execução e manutenção de obras e serviços, seja com relação à zeladoria ou ao funcionamento de equipamentos sociais na região.

Também está dentro da responsabilidade de um subprefeito levar as principais demandas da população local para o governo da cidade, sugerindo propostas que alavanquem o desenvolvimento de um bairro ou distrito.

Para desenvolver esse papel, cada um deles recebe um salário de R$ 19,3 mil, enquanto o prefeito de São Paulo desembolsa uma quantia de R$ 24,1 mil.

Todos os 32 são indicados diretamente pelo prefeito eleito da cidade. No entanto, oito em cada dez paulistanos são favoráveis à votação popular para eleger esses profissionais. É o que aponta a pesquisa “Transparência e Participação na Cidade”, realizada pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope Inteligência.

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